quinta-feira, 1 de julho de 2010


Padre José de Anchieta visita um programa de TV


Agora estamos aqui com o Padre José de Anchieta ! (palmas)

E - Padre, você nasceu onde exatamente ?
P – Tenerif, no arquipélago das Canárias (:

E – Você morava com seus pais?
P – Sim, morei com eles até meus 14 anos de idade, depois disso fui morar em Coimbra para estudar e me formar em filosofia.

E – Com qual intuito você foi mandado para o Brasil e quando ?
P – Em 1553 mais exatamente no dia 13 de Junho para ajudar Manuel de Nóbrega ( vou manda um beijo pra ele ) na evangelização do povo.

E – O que de mais interessante você aprendeu aqui no Brasil ?
P – O que mais me marcou foi aprender a língua Tupi.

E – E a história de catequizar e proteger os indígenas realmente aconteceu ?
P – Sim, esse foi um dos meus objetivos aqui.

E – Além disso, fiquei sabendo que você foi escritor, não é mesmo?
P – Não exatamente, livro assim eu nunca escrevi, só poesias mesmo.

E – Me diga a que você mais gosta?
P – Essa que eu vou lhe falar foi mais marcante pra mim, pois eu escrevi ela na beira da praia com um graveto e a memorizei para depois passar para o papel, foi o “Poema à Virgem”

E – Ouvi dizer que uma certa vez você “levitou” entre os indígenas, é mesmo ?
P – Haha, não posso lhe falar, segredos pessoais (:

E – Você chegou a lutar pelo nosso país ?
P – Sim, contra os franceses ao lado de Estácio de Sá na Baía de Guanabara em 1567, se eu não me engano.

E – E agora chama a vinheta, muito obrigado Pe. José de Anchieta pela sua companhia aqui hoje conosco.
P – Foi um prazer estar aqui, eu tenho que te agradecer.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Cantigas de Escárnio

As cantigas de escárnio utilizam sátiras indiretas para atingir a pessoa satirizada. Faz-se o uso de ironias e expressões de duplo sentido, e o objetivo é nunca ser identificado, como neste exemplo de cantiga de autoria de João Garcia de Guilhadi:

Ai, dona fea, foste-vos queixar
que vos nunca louv[o] em meu cantar;
mais ora quero fazer um cantar
em que vos loarei toda via;
e vedes como vos quero loar:
dona fea, velha e sandia!...
(...)


Cantigas de Maldizer

As cantigas de maldizer são bem mais diretas, chegando a identificar a pessoa satirizada, em alguns casos. O uso de expressões de baixo calão é frequente, com a clara intenção de difamar o satirizado, como na cantiga de Pero Gargia Burgalés:

Rei queimado morreu con amor
Em seus cantares por Sancta Maria
por ua dona que gran bem queria
e por se meter por mais trovador
porque lh'ela non quis [o] benfazer
fez-s'el en seus cantares morrer
mas ressurgiu depois ao tercer dia!...

Cantiga de Amor e Cantiga de Amigo

Cantigas de Amor

Neste tipo de cantiga, proveniente do sul da França, o eu-lírico é homem e sofredor. Sua amada era chamado de senhor pois as palavras terminadas em "or" como senhor, pastor, em galego-português não tinham feminino, Se canta as qualidades de seu devido amor a "seu senhor", assim tratando seu amor com um ar mais superior por sua condição da sua hierarquia. Na maioria das vezes canta a dor do amor causado por sua amada.

Cantigas de Amigo

Elas procedem de uma revisão da cultura lírica anterior. na maioria das vezes, no ponto feminino. Essas cantigas tem como principal tema o erotismo femininoe isenta de amor físico. O tema é o sofrimento por amor, motivado normalmente pela ausência do amigo. A característica formal é a repetição.





Quando temos uma narrativa de fundo histórico; da era medieval e eventos heróicos. Os eventos são distorcidos da realidade pois ele (o narrador) precisa impressionar os seus leitores. A narrativa, portanto, se torna objetiva pois temos um poeta-observador voltado ao mundo externo. A maior característica do gênero épico é a sua objetividade. O gênero épico já foi definido como poesia da terceira pessoa.

A palavra epopéia vem do grego épos, que significa "verso", mais poeiô, "faço"; e se refere à narrativa em forma de versos, de um fato grandioso e maravilhoso que interessa a um povo. É uma poesia impessoal, objetiva, o narrador fala geralmente no passado (verbos aparecem no passado). O tema geralmente é um episódio de grande heroísmo de um povo.

Exemplos: Ilíada e Odisséia, Homero (Grécia)
Orlando Furioso, de Ludovico Ariosto (Itália)
Paraíso Perdido, de Milton (Inglaterra